Publicado por Redação em Notícias Gerais - 07/12/2015

Sedentarismo pode trazer prejuízos à saúde e provocar até danos ao fígado

"Nossas cadeiras estão nos matando lentamente”. A frase é do pesquisador Michael Trenell, professor de Medicina do Estilo de Vida da Universidade Newcastle, no Reino Unido.

Trata-se de um comentário seu a respeito do estudo feito pelo colega coreano Seungho Ryu, do Kangbuk Samsung Hospital, na Coreia do Sul, divulgado recentemente. No trabalho, o cientista constata que ficar longos períodos sentado e praticar pouca atividade física aumentam o risco de depósito de gordura no fígado em pessoas que bebem pouca ou nenhuma bebida alcoólica. A doença pode causar inflamações no órgão e, em casos mais graves, provocar sua falência.

No Brasil, por exemplo, estima-se que 300 mil pessoas morram por ano em decorrência do infarto, problema em cuja origem estão a ausência ou a pouca atividade física.

 

A análise precisa do estudioso inglês deu maior visibilidade à constatação científica indiscutível do preço que o sedentarismo cobra do corpo humano. Ele é alto demais. Um crescente número de pesquisas já comprovava sua associação ao surgimento de doenças como diabetes, obesidade e cardiovasculares.

Agora, as investigações dão mostras de que os prejuízos são mais extensos. A pesquisa coreana deixa isso claro ao apontar a relação do sedentarismo com os danos ao fígado. É uma das primeiras a expor a associação. Torna-se mais evidente também como não fazer exercícios impacta negativamente o funcionamento cerebral, especialmente memória e cognição.

Pesquisadores do Instituto Beckman para Ciência Avançada e Tecnologia, nos Estados Unidos, por exemplo, publicaram um artigo no qual afirmam que idosos mais ativos têm melhor performance cerebral em comparação aos sedentários.

Simultaneamente a essas informações, a ciência começa a oferecer dados revelando que mesmo níveis modestos de prática física promovem benefícios. Uma pesquisa do Hospital de Saint-Etienne-Lyon, na França, mostrou que o risco de morte é reduzido a mais da metade em idosos que se exercitam 150 minutos por semana ou até um pouco menos do que isso. O trabalho acompanhou por treze anos a evolução da saúde de mil pessoas com mais de 65 anos à época do início do trabalho, em 2001.

Também é consenso o fato de que fazer atividade física de forma esporádica – como o famoso futebol de fim de semana – pode ser bem prejudicial. “Doenças que já existem podem ser exacerbadas”, explica o médico Ricardo Munir Nahas, especialista em Medicina do Esporte e Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Um dos problemas é que o coração pode não conseguir responder ao esforço demandado durante a atividade. O órgão não recebe a oxigenação necessária, correndo o risco de entrar em colapso.

Várias iniciativas estão sendo realizadas pelo mundo para aumentar os níveis de atividade física da população. “É preciso implantar a cultura do exercício físico e dar condições para que possam ser praticados”, afirma o médico Victor Matsudo, diretor do Centro de Estudo do Laboratório de Aptidão Física, em São Caetano do Sul (SP), e consultor da Organização Mundial de Saúde neste campo.

Uma frente interessante é a expansão do número de especialistas em medicina do esporte, o que torna mais amplos e qualificados o atendimento a pacientes e a difusão de conhecimento. Hoje, há 1,2 mil especialistas no Brasil, e a Sociedade de Medicina do Exercício pretende expandir o número de centros de residência médica na área. Entre os resultados das ações em favor dos exercícios, espera-se a redução da obesidade. No Brasil, mais da metade dos adultos está com excesso de peso. Há nove anos, eram 43% os brasileiros nesta categoria.

Fonte: Portal APCD


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Empresas estão mais céticas com desempenho da economia

Após um período de otimismo, o Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (Ices) registrou queda no mês de abril. O Índice atingiu 111,4, com queda de 3,7 pontos em relação ao mês anterior.

Notícias Gerais, por Redação

BC: atividade econômica mantém ritmo de alta em novembro

A economia brasileira manteve o ritmo de expansão em novembro ao avançar 0,40% ante o mês anterior, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta sexta-feira, considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB).

Notícias Gerais, por Redação

Laboratórios devem fornecer amostras para fabricação de genéricos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje texto da resolução que obriga as empresas detentoras de medicamentos de referência (de marca) a fornecer exemplares dos produtos aos laboratórios interessados em fabricar genéricos ou similares.

Notícias Gerais, por Redação

Por PIB de 4%, Dilma estaria disposta a reduzir impostos

A presidente Dilma Rousseff tem como principal missão neste ano um crescimento econômico de 4% e está disposta a reduzir impostos, tomar medidas de estímulo e possivelmente sacrificar outras metas se preciso, disseram fontes do governo à Reuters.

Deixe seu Comentário:

=