Publicado por Redação em Vida em Grupo - 23/05/2013
Seguro: diferença entre de vida e de acidentes
A principal distinção entre as duas modalidades está ligada à abrangência da cobertura básica
Quem pretende garantir o bem-estar de sua família em uma eventual adversidade encontra no mercado duas modalidades de seguro: o de vida e o de acidentes pessoais.
O consultor de seguros Raul Marzochi, no entanto, alerta que é preciso analisar com cuidado as vantagens e as desvantagens de cada um para verificar qual deles atende de fato as necessidade pessoais e da família.
Existem diferenças substanciais entre eles, segundo Marzochi. A principal está na abrangência da cobertura básica.
"O seguro de vida é mais completo, garante aos beneficiários a indenização em caso de morte natural ou acidental e no caso de invalidez, temporária ou permanente, do segurado. O de acidentes pessoais indeniza apenas em caso de morte ou invalidez provocada por um acidente".
Prêmio
Outra diferença está no prêmio - mensalidade paga à seguradora. Levantamento da Proteste Associação de Consumidores apontou que a diferença entre eles pode chegar a 700%. Ela foi constatada na comparação entre um seguro de vida tradicional (R$ 244,98) e um de acidentes pessoais (R$ 28,46) de uma mesma empresa, a Bradesco Seguros, para o perfil de uma mulher de 50 anos, com capital segurado de R$ 150 mil.
As duas modalidades podem oferecer coberturas adicionais, como doenças graves, especificadas no contrato, e auxílio-funeral. Mas, conforme a Proteste, é preciso atenção redobrada quanto às coberturas adicionais dos seguros de vida. Pesquisa recente da entidade feita com 9 empresas e 17 planos apontou que nenhum deles oferecia integralmente as coberturas adicionais mais procuradas, como doenças graves (câncer e aids), invalidez por acidente, morte do cônjuge e invalidez por doença funcional - que não aparece em exames laboratoriais.
Na avaliação de Marzochi, boa opção é o modelo conjugado, que embute o seguro de vida e o de acidentes pessoais. "No caso de sinistro, o segurado recebe dupla indenização."
Para quem dispõe de um baixo orçamento, a Proteste indica os seguros de acidentes pessoais. Eles costumam ser mais baratos do que os seguros de vida tradicionais, justamente por não terem a cobertura por morte natural.
Ainda de acordo com a Proteste, quem optar por contratar o seguro de vida precisa ficar atento ainda para situações que não são cobertas, como morte ou invalidez decorrente de atos de operação ou de guerra, doenças preexistentes não declaradas na proposta de seguro, fenômenos da natureza e suicídio e suas tentativas, nos dois primeiros anos de vigência do contrato.
Fonte: diariodonordeste.globo.com
Posts relacionados
Evento conscientiza cariocas sobre acidentes de trabalho
A Central do Brasil, um dos pontos de maior movimentação de pessoas da capital fluminense, foi o local escolhido hoje, Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho
Seguradoras querem mais flexibilidade nas aplicações
As seguradoras continuam pleiteando maior flexibilidade para investir suas reservas financeiras.
Dilma autoriza IRB Brasil Re a aumentar capital em até R$ 202 milhões
Mais um passo para a desestatização do IRB, que mantém a preferência de 40% dos negócios de resseguros do Brasil garantidas pela regulamentação do setor.
Mercado cresceu 23,6% até novembro
O mercado de seguros, sem contar o ramo saúde, gerou uma receita de prêmios da ordem de R$ 116,1 bilhões de janeiro a novembro do ano passado. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgados nesta sexta-feira indicam essa cifra é 23,6% maior que a registrada no mesmo período em 2011.
Recife recebe vendas de Seguros online - mais recursos para novos tempos
Saber aproveitar as oportunidades que o universo online oferece pode ser um grande desafio, diante de tantas ferramentas que a todo o tempo se renovam.
Proposta que regula microsseguro mais uma vez fica parada na Câmara
O projeto de lei que regulamenta o microsseguro, do deputado Adilson Soares (PR-RJ), sofreu mais um revés nesta semana na Câmara.







