Publicado por Redação em Notícias Gerais - 09/12/2015

STF suspende tramitação do processo de impeachment

Supremo decide impedir temporariamente a instalação da comissão especial que deverá julgar a destituição da presidente Dilma Rousseff. Ministros irão deliberar sobre a constitucionalidade dos procedimentos no dia 16/12.

Planato Central

Após a tumultuada sessão da Câmara dos Deputados que elegeu nesta terça-feira (08/12) a comissão especial que deverá julgar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender a tramitação do processo.

O ministro do STF Luiz Eduardo Fachin adiou qualquer decisão até a próxima quarta-feira, 16 de dezembro, quando o plenário da Corte irá julgar o pedido liminar do PCdoB sobre a constitucionalidade da Lei 1.079/50, que regulamentou as normas de processo e julgamento do impeachment.

Dessa forma, a Câmara dos Deputados está impedida de instalar a comissão especial do impeachment até a decisão do Supremo sobre a validade da lei. A eleição da comissão, porém, não foi anulada. Fachin decidiu paralisar a tramitação "com o objetivo de evitar a prática de atos que eventualmente poderão ser invalidados pelo Supremo Tribunal Federal", segundo a decisão do Supremo.

O ministro justificou a decisão em razão da importância do caso: "diante da magnitude do procedimento em curso, da plausibilidade para o fim de reclamar legítima atuação do Tribunal Constitucional e da difícil restituição ao estado anterior do caso".

Entre as questões que motivaram a decisão de Fachin está a votação secreta que elegeu os membros da comissão especial na Câmara dos Deputados. O ministro alegou que nem a Constituição nem o Regimento Interno da Câmara prevêem votação fechada.

Sessão tumultuada

Os 26 titulares restantes e os 42 suplentes da comissão especial da Câmara criada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, para analisar e votar o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente, deveriam ser eleitos nesta quarta-feira durante a sessão ordinária da Câmara.

A votação de terça-feira, que elegeu a chapa oposicionista Unindo o Brasil, por 272 votos contra 199 da chapa oficial, começou bastante tumultuada. Deputados contrários à votação secreta e ao lançamento de uma chapa alternativa para concorrer à comissão se desentenderam com parlamentares da oposição, e algumas urnas eletrônicas de votação foram quebradas.

Cunha afirmou que só iria se pronunciar sobre a decisão do STF após ser oficialmente notificado. Ele tentou justificar a realização da votação secreta afirmando que foi feita com base no artigo 188, inciso 3º de Regimento Interno: "Não vejo possibilidade de uma decisão que possa reverter isso. A eleição aberta será no julgamento do próprio impeachment. O que houve foi uma disputa partidária interna."

RC/abr/lusa/ots

Fonte: Deutsche Welle


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Diretor da OMC minimiza correntes déficits na balança comercial

O recém-eleito diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, minimizou nesta quinta-feira os resultados da balança comercial brasileira, que tem registrado saldos negativos ao longo deste ano.

Notícias Gerais, por Redação

Lucro líquido do BNDES no 1º semestre cai quase pela metade, para R$ 2,7 bi

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta segunda-feira (20) que teve lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro semestre.

Notícias Gerais, por Redação

Saída de dólares supera entrada em US$ 942 mi em novembro, diz BC

O fluxo de dólares (entrada e saída da moeda) para o país em novembro foi negativo em US$ 942 milhões em novembro, informou o Banco Central nesta quarta-feira (7). Este é segundo mês de deficit consecutivo. Em outubro, o saldo negativo foi de US$ 134 milhões.

Deixe seu Comentário:

=