Publicado por Redação em Benefícios - 11/08/2023

Benefícios: o que as pessoas desejam vs. o que as empresas dão

O pacote de benefícios oferecido por uma empresa é um dos principais critérios usados pelos profissionais para aceitar ou não uma oferta de emprego. Segundo pesquisa recente da consultoria de carreira e recrutamento Robert Half, 97% dos profissionais afirmam levar os auxílios em consideração na hora de fechar o contrato. E, caso a companhia não ofereça os benefícios mais buscados por eles, 51% tentam negociar um salário mais alto. “No mercado de trabalho atual, estratégias de atração e retenção de talentos precisam levar em conta todo o pacote de remuneração”, diz Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul. 

A pesquisa ouviu 1.161 profissionais divididos em três grupos de 387 pessoas cada – lideranças das empresas, profissionais empregados e desempregados.

Entre os que estão sem emprego, 93% avaliam os incentivos antes de aceitar uma proposta e 43% negociariam o salário a depender do que é oferecido. Além dos salários competitivos, as empresas precisam oferecer um pacote de benefícios abrangente, com programas de bem-estar e desenvolvimento, se quiserem os melhores talentos.

A pesquisa indica que as companhias estão atentas ao papel dos benefícios para a atração e retenção dos funcionários e fortalecimento da marca empregadora. Ao longo do último ano, 40% fizeram mudanças em seu pacote de incentivos para torná-lo mais atraente.

Segundo o levantamento, 63% dos profissionais estão satisfeitos com os auxílios que recebem atualmente, o que representa um aumento de 8% em relação à última edição do estudo, lançada no mesmo período do ano passado.

A Robert Half mapeou quais são os 10 auxílios mais oferecidos pelas empresas hoje e também os mais importantes para os profissionais.


Juntos, companhias e profissionais chegam à nota sete para a cesta de incentivos oferecidos atualmente.

São apenas três os benefícios listados como mais importantes pelos profissionais, mas que não estão entre os principais oferecidos: aportes na previdência por parte da empresa, auxílio-estudo e carro para uso profissional e particular. O auxílio-estudo, por exemplo, ocupa a 7ª posição da lista dos profissionais, mas mesmo fora do ranking das empresas, 28% delas afirmam oferecer o benefício. Já o aporte na previdência privada é desejado por 33% dos colaboradores, mas oferecido por somente 22% das companhias entrevistadas. 

Segundo a pesquisa, 74% dos profissionais ainda gostariam de mudanças nos auxílios oferecidos, um decréscimo de 3 pontos percentuais em relação ao ano passado.  “Ainda que a porcentagem seja alta, a mensagem é positiva, pois demonstra que a adaptação por parte das empresas é perceptível”, afirma o diretor geral da Robert Half.

Profissionais de RH e os funcionários das empresas divergem em relação a um tema. Para 33% dos recrutadores, suas companhias oferecem melhores auxílios do que outras do setor, enquanto, para 48% dos funcionários, as concorrentes têm benefícios mais atrativos.


Profissionais têm novas necessidades

As mudanças no mercado de trabalho, com o crescimento dos modelos remoto e híbrido, também movimentaram as necessidades dos profissionais nos últimos anos. O vale-transporte, um dos benefícios previstos em lei, ocupa o 5º lugar entre os incentivos mais oferecidos pelas empresas. No entanto, foi mencionado por apenas 7% dos profissionais como um benefício importante.

Ao mesmo tempo em que isso indica a ampliação do trabalho flexível, outros benefícios relevantes para os profissionais, como estacionamento, auxílio-combustível e carro para uso profissional e particular, que nas últimas edições não tinham protagonismo, estão alinhados com a volta ao presencial ou a modelos híbridos mais conservadores, com três a quatro dias de trabalho no escritório.

Atualmente, apenas 12% dos profissionais podem escolher os incentivos que se adaptam melhor à sua realidade, mas 81% gostariam de ter essa opção. “Especialmente em um contexto de trabalho híbrido, as companhias devem estabelecer canais de comunicação claros para que os colaboradores compartilhem suas experiências e realidades tão particulares”, diz Mantovani.


 

Fonte: Forbes


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