Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 20/08/2014

Brasil tem 37 hospitais para tratar ebola, mas faltam macacões e instrução

Pelo menos 37 hospitais em 25 Estados e no Distrito Federal podem receber doentes com ebola no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com o ministério, os hospitais de referência em doenças infectocontagiosas têm estrutura adequada para cuidar desses doentes.

Segundo o UOL apurou, entretanto, alguns deles não possuem EPIs (equipamentos de proteção individual) como luvas, capotes e máscaras essenciais para a proteção de médicos e enfermeiros, e sequer os profissionais treinados para a eventualidade de uma epidemia.

Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos da doença, que já matou mais de 1.200 pessoas de fevereiro até agosto, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Casos já surgiram também na Nigéria, o maior país africano; norte-americanos e espanhóis contaminados foram transportados para os seus países para serem tratados, e aeroportos de todo o mundo estão em alerta.


Paraná é mais preparado

No Brasil, o Paraná é o Estado com mais hospitais preparados para receber doentes de ebola: sete --dois em Curitiba, um em Londrina, um em Maringá, um em Cascavel, um em Foz do Iguaçu e um em Paranaguá.

 A presença do porto de Paranaguá e as fronteiras com países vizinhos fizeram com que o estado se organizasse para oferecer atendimento em diferentes partes de seu território já em outras ocasiões, como no surto de gripe suína (H1N1). Segundo Sezifredo Paz, superintendente de vigilância em saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, os hospitais ainda estão comprando EPIs em conjunto com o Ministério da Saúde.

"Já contamos com parte do material, recebido durante a Copa do Mundo, e também por causa da nossa rotina de trabalho. Mas como o ebola é uma doença que exige uma biossegurança maior, estamos comprando mais por licitação. Se preciso vamos dispensar a licitação para acelerar o processo", afirmou.

De acordo com o superintendente, o Paraná recebeu máscaras, luvas, aventais e óculos de proteção do governo antes da Copa, mas o Estado ainda não está preparado para atender a um eventual surto de ebola, que levaria muitos pacientes de uma só vez aos hospitais credenciados.

"Não temos um prazo para receber os equipamentos, pois dependemos dos fornecedores. Já começamos a capacitação com videoconferência para 600 profissionais de todas as áreas da secretaria de saúde em 14 de agosto, mas ainda estamos nos estruturando", disse Paz.

 

Piauí espera licitação

O Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella (IDTNP), em Teresina (PI), é o único hospital de referência para esse tipo de atendimento no Piauí, onde há sete leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A UTI é indicada para possíveis casos de infecção do vírus ebola por ter salas isoladas.

Segundo Maria Amélia de Oliveira Costa, coordenadora do núcleo de vigilância hospitalar do Estado do Piauí, a diretoria do hospital aguarda resultado de licitação do Ministério da Saúde para a compra de EPIs e a capacitação de 40 profissionais do instituto marcada para 15 de setembro.

Fonte: www.uol.com.br


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