Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 30/01/2015

Cientistas encontram vínculos entre plástico e menopausa precoce

Mulheres cujos corpos contêm níveis altos de certos componentes químicos encontrados em plásticos e cosméticos têm menopausa de dois a quatro anos mais cedo do que mulheres com níveis mais baixos destas substâncias em seu sistema, disseram pesquisadores americanos nesta quarta-feira (28).

Enquanto o estudo publicado no jornal PLOS ONE não provou que exposições a químicos causam diretamente menopausa precoce, autores da pesquisa dizem que essas ligações merecem maior investigação.

"Químicos ligados à menopausa precoce podem levar ao declínio precoce da função ovariana, e nossos resultados sugerem que, enquanto sociedade, nós devemos nos preocupar", afirmou a pesquisadora Amber Cooper, professor adjunto de obstetrícia e ginecologia na Universidade de Medicina de Washington, nos Estados Unidos.

Os resultados foram baseados numa amostra representativa de 1.442 mulheres em menopausa, com idade média de 61 anos.

Nenhuma das mulheres estava tomando reposição hormonal de estrogênio, nem fez cirurgia para retirada dos ovários.

Pesquisadores examinaram o sangue e a urina das mulheres procurando sinais de 111 componentes químicos suspeitos de interferir na produção e distribuição dos hormônios no corpo, diz o estudo.

Eles encontraram 15 componentes químicos que são efetivamente associados com a menopausa precoce e com o declínio das funções dos ovários.

Os pesquisadores incluíram nove bifenilas policloradas (PCBs), três pesticidas, dois ftalatos -- tipicamente encontrados em plásticos, itens domésticos comuns, produtos farmacêuticos, loções, perfumes, maquiagens, esmaltes, sabonete líquido e spray de cabelo -- e químicos tóxicos conhecidos, como compostos furânicos "que garantem uma maior avaliação", diz o estudo.

A função ovariana é importante para a mulher. Sem ela, as mulheres ficam inférteis. Além disso, alguns estudos já mostraram que há risco para o desenvolvimento precoce de doenças do coração, osteoporose e outros problemas de saúde, quando não está presente no corpo das mulheres.

"Muitas dessas exposições químicas estão além do nosso controle porque eles estão no solo, na água e no ar", diz Amber Cooper.

"Mas nós podemos nos educar sobre nossas exposições químicas do dia-a-dia e ficarmos mais atentos sobre os plásticos e outros itens domésticos que utilizamos", destaca.

A pesquisadora recomenda que as pessoas usem vidro ou recipientes de papel quando usam o micro-ondas, e minimizem a exposição a químicos nocivos na escolha de cosméticos e produtos de cuidado pessoal.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

Fonte: uol.com.br


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