Publicado por Redação em Notícias Gerais - 06/12/2011

Desaceleração da economia é passageira, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta terça-feira (6) que a desaceleração da economia brasileira é "passageira" e que o PIB (Produto Interno Bruto) voltará a crescer no quarto trimestre. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que a economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre.

"Temos o controle da situação. Diferente de outros países cujo crescimento cai fundamentalmente pela falta de mercado e por causa da crise, nós aqui temos a possibilidade da aceleração do crescimento", afirmou.

Economia fica estagnada no terceiro trimestre, aponta IBGE
PIB do Brasil fica estável, mas continua melhor do que países ricos
Entenda o que é PIB e como é feito seu cálculo
Valdo Cruz: O PIB zero e os fatores Lula/eleição

O PIB, em valores correntes, chegou a R$ 1,05 trilhão no período. Na comparação com terceiro trimestre de 2010, porém, a economia cresceu 2,1%.

Com o resultado, o PIB do país acumula alta de 3,2% nos três primeiros trimestres do ano e de 3,7% nos últimos 12 meses (quatro trimestres).

Mantega admitiu que o PIB não crescerá neste ano os 3,8% que o governo previa. Segundo o ministro, a alta ficará em patamar próximo aos 3,2% registrados até setembro. Para 2012, o governo continua estimando um crescimento entre 4% e 5%.

"[Crescer] 3,8% não é mais alcançável", disse.

Segundo o ministro, a desaceleração registrada no terceiro trimestre é resultado de uma combinação dos efeitos da crise internacional --que desestimula o consumo e o investimento-- e das medidas adotadas no fim do ano passado para segurar a economia e a inflação. Mantega, porém, disse que o governo não "pisou demais no freio".

"O que foi inesperado foi o agravamento da crise internacional, esse é um fator que nós não tínhamos. Tudo isso acaba afetando as expectativas", ponderou.

Mantega disse ainda que o governo poderá continuar revertendo medidas que foram adotadas para reduzir o crescimento do crédito.

"Aquilo que nós apertamos nós vamos flexibilizar mais", completou.

Segundo o ministro, o governo continuará com a política de "solidez fiscal", segurando os gastos públicos no ano que vem. Para ele, a aceleração neste quarto trimestre será comandada pelo setor privado e pelo aumento do crédito.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br|06.12.11


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Brics terão fundo de reservas para se proteger de crises

O Brasil começa a formar uma rede de proteção monetária entre os seus pares emergentes. São fundos de reservas e acordos bilaterais para troca de moedas que podem ser acionados com maior rapidez caso algum país passe por uma crise financeira.

Notícias Gerais, por Redação

Correios recorrem ao TST para acabar com a greve

Os Correios e os grevistas resolverão no TST (Tribunal Superior do Trabalho) os termos do fim da paralisação. Na manhã desta sexta-feira, os funcionários em greve realizaram assembléias em vários Estados do país e decidiram pela manutenção da greve.

Deixe seu Comentário:

=