Publicado por Redação em Notícias Gerais - 22/02/2013

Dívida Pública deve fechar 2013 entre R$ 2,1 e R$ 2,24 trilhões

O estoque da Dívida Pública Federal deve ficar entre R$ 2,1 trilhões e 2,24 trilhões ao final deste ano, segundo projeções divulgadas nesta quinta-feira pelo Tesouro Nacional. Em 2012, a dívida fechou o ano em R$ 2 trilhões. Se a projeção for confirmada, haverá um aumento de até R$ 232 bilhões no estoque da dívida.

Na composição da dívida deste ano, os títulos prefixados (taxas de juros fixas) devem encerrar 2013 com participação de 41% a 45% do estoque. No final de 2012, esses títulos correspondiam a 40%. Já as de índices de preços (títulos indexados à inflação) deve encerrar este ano com participação entre 34% e 37%. Em 2012, a fatia foi de 39,9%.
 
A taxa flutuante (instrumentos com taxas de juros variáveis, principalmente à taxa Selic), que representava 21,7% da dívida ao final de 2012, deve encerrar o ano de 2013 entre 14% e 19%. E o câmbio (dívida denominada ou referenciada em moeda estrangeira) deve ficar com participação entre 3% e 5%.
 
"As simulações comportam o crescimento natural do estoque (da dívida), por meio da apropriação de juros, além da expectativa de emissões de títulos pelo Tesouro Nacional em volume superior a sua necessidade líquida de financiamento, visando auxiliar na redução do excesso de liquidez do sistema financeiro ao longo dos próximos anos", diz o comunicado do órgão.
 
"O ano de 2012 foi marcado, no cenário global, pelo agravamento da crise internacional. Apesar dos impactos negativos do cenário externo na atividade econômica doméstica, abriu-se a oportunidade de levar a cabo uma queda estrutural dos juros. E se por um lado não se colocou em risco a inflação, por outro lado a queda da taxa Selic em cinco pontos percentuais, aliada às medidas de estímulos à demanda doméstica e às atuações no mercado de câmbio, para reverter a sobrevalorização cambial, atuou no sentido de minimizar os impactos da crise externa sobre o Brasil", disse no estudo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
 
"Assim, a despeito do agravamento da crise internacional em 2012, o Brasil operacionalizou medidas para a retomada do crescimento, em consonância com o controle da inflação, uma política fiscal anticíclica, câmbio competitivo e contínua melhora do perfil do endividamento público. Esses fatores contribuíram para a atenuação do quadro de desaceleração que se observou e lançou as bases para a recuperação no último trimestre e ao longo de 2013", afirmou o ministro.
 
Fonte: Terra

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