Publicado por Redação em Notícias Gerais - 30/10/2013

Índice que reajusta aluguel desacelera para alta de 0,86% em outubro

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), muito utilizado para o reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,86% em outubro, depois de ter avançado 1,5% em setembro. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (30) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em outubro de 2012, a variação foi de apenas 0,02%. Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 4,58% no ano e de 5,27% em 12 meses.

O indicador é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Segundo economistas consultados, a valorização recente do real em relação ao dólar e a queda de commodities no mercado externo trazem alívio à inflação no atacado neste mês.

Atacado

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) -que representa 60% dos IGPs- cedeu para alta de 1,09% neste mês, ante 2,11% em setembro. Essa desaceleração foi puxada principalmente pelos produtos agropecuários. O IPA agro cedeu de alta de 2,97% para avanço de 0,49%, enquanto o IPA industrial saiu de 1,79% para 1,32%.

As quedas mais importantes no IPA foram a do café em grão (recuo de 4,84% para recuo de 8,86%), ovos (0,29% para queda de 7,78%), milho em grão (1,31% para baixa de 2,53%) e adubos e fertilizantes (0,31% para diminuição de 4,14%). Entre as maiores influências positivas estiveram minério de ferro (3,53% para 6,81%), bovinos (0,93% para 3,80%), carne bovina (1,72% para 4,27). Aves (5,75% para 5,53%) e suínos (13,37% para 10,72%) desaceleraram, mas ainda assim se mantiveram na lista de maiores altas.
Varejo

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -com peso de 30% nos IGPs- registrou variação de 0,43% em outubro, ante 0,27%, em setembro. A principal contribuição partiu do grupo alimentação (0,14% para 0,63%), que acelerou por conta de hortaliças e legumes (recuo de 11,18% para recuo de 5,46%) e carnes bovinas (queda de 0,11% para alta de 2,47%).

Outras cinco classes de despesa ficaram mais caras: habitação (0,44% para 0,51%), educação, leitura e recreação (0,24% para 0,51%), vestuário (0,55% para 0,80%), comunicação (0,09% para 0,40%) e saúde e cuidados pessoais (0,43% para 0,46%).

Os itens que mais contribuíram para esses movimentos foram: eletrodomésticos e equipamentos (0,14% para 0,97%), passagem aérea (recuo de 0,14% para alta de 12,34%), roupas (0,53% para 0,87%), tarifa de telefone móvel (queda de 0,59% para subida de 0,72%) e salão de beleza (0,66% para 0,76%), nesta ordem.

Transportes (0,09% para recuo de 0,12%) e despesas diversas (0,22% para 0,15%) foram os únicos grupos a registrar variações menores em outubro. Para cada uma destas classes de despesa, destacam-se os itens: gasolina (queda de 0,02% para queda de 0,69%) e clínica veterinária (1,14% para 0,23%), respectivamente.
Construção Civil

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), divulgado pela FGV na segunda-feira, registrou em outubro variação de 0,33%, abaixo do resultado de setembro, de 0,43%. Materiais, equipamentos e serviços subiram 0,68%, ante 0,91%, e o custo da mão de obra não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.

Fonte: www.uol.com.br (Com Reuters e Valor)


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Como as empresas devem se preparar para o crescimento acelerado de dados

Maioria sabe o que é o modelo, mas poucas, de fato, investem no conceito para ampliar a competitividade e impulsionar os negócios

Notícias Gerais, por Redação

Mercados avançam, ainda com esperança de ação do BCE

As especulações dos investidores em relação a um possível anúncio de novas medidas de estímulo à economia da Zona do Euro pelo Banco Central Europeu (BCE) estão segurando as bolsas do mundo em campo positivo.

Notícias Gerais, por Redação

Brasil tem pontos fortes, mas precisa se preocupar com fraquezas, diz Economist

Um artigo na edição desta semana da revista britânica Economist diz que o Brasil tem pontos fortes reais, mas que o governo deveria se preocupar mais com as suas fraquezas.

Notícias Gerais, por Redação

Nyse e Deutsche desistem de fusão para criar maior Bolsa mundial

A NYSE Euronext e a Deutsche Boerse desistiram de realizar a fusão de seus negócios, planejada desde fevereiro do ano passado. O anúncio formal de desistência foi feito há pouco, em um breve comunicado.

Notícias Gerais, por Redação

Brasil poderá aumentar participação no FMI, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (14) que o Brasil poderá aumentar sua participação no FMI (Fundo Monetário Internacional).

Deixe seu Comentário:

=