Publicado por Redação em Notícias Gerais - 06/09/2011

1,5 mi crianças somalis precisa de ajuda emergencial, diz Unicef

O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) informou nesta terça-feira que 1,5 milhão de crianças precisam de assistência humanitária imediata no sul da Somália, metade dos 3 milhões de pessoas que requerem ajuda na região.

Desde agosto foram contabilizadas 450 mil crianças entre seis meses e cinco anos com desnutrição severa, dos quais 190 mil estão nos níveis mais alarmantes, o que significa que têm nove vezes mais probabilidade de morrer do que os que estão saudáveis.

Segundo o porta-voz da Unicef, Marixie Mercado, "75% das crianças desnutridas estão no sul e, na maioria das regiões dessa zona, uma em cada seis crianças apresenta desnutrição aguda severa".

Mercado afirmou, em entrevista coletiva em Genebra, que o nível mais alto de desnutrição aguda em crianças está na região de Bay, com 58% --percentual quase quatro vezes maior do que o limite de emergência estipulado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de 15%.

"Se não fizermos algo de maneira urgente, a maioria destas crianças poderá morrer em questão de semanas", alertou Mercado, acrescentando que, inclusive depois que tenham recebido tratamento de alimentação terapêutica, a recuperação não será rápida.

Entre janeiro e julho, 63,4 mil crianças com desnutrição aguda severa foram admitidas nos programas de alimentação terapêutica da Unicef, dos quais 547 morreram. Das crianças com desnutrição aguda moderada, receberam tratamento de alimentação suplementar aproximadamente 90 mil, dos quais 186 morreram.

A Unicef precisou que nas áreas ribeirinhas e agrícolas das regiões de Lower Shabelle, Afgoye e Mogadício onde se concentram os refugiados internos, a mortalidade infantil é de 13 para cada 10 mil crianças ao dia. No sul do país, este número é menor, de quatro mortes diárias para cada 10 mil, exceto na região de Juba, ligeiramente acima.

O Acnur (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) informou hoje que aproximadamente 80% dos 121 mil refugiados do complexo de Dollo Ado na Etiópia são menores de 18 anos, o grupo mais vulnerável à crise humanitária.

O Acnur expressou sua preocupação pela quantidade de menores de idade órfãos ou de crianças que chegam sozinhas a Dollo Ado, cujo número alcança os 2.500.

"É muito perigoso que estas crianças viajem sozinhas até a Etiópia porque correm o perigo de serem recrutadas por milícias armadas", informou o Acnur.

Fonte: www1.folha.uol.com.br | 06.09.11


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