Publicado por Redação em Notícias Gerais - 23/12/2014

Conta de luz pode ter reajuste em 2015 para repor déficit de R$ 3 bi

 O diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, afirmou esta semana que a agência estuda aplicar um reajuste extraordinário sobre as contas de luz no início de 2015. A ação serve para que os consumidores cubram, por meio do pagamento das tarifas, o déficit deste ano no fundo do setor elétrico -chamado de CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), estimado em R$ 3 bilhões.

O valor está relacionado com as despesas das distribuidoras com a compra de energia neste ano e que serão pagas em janeiro e fevereiro. A lógica é que a CDE cubra esse valor e que os consumidores, depois, reponham para o fundo.
"É nesta ordem de grandeza, R$ 3 bilhões. Pode ser que o Tesouro repasse algum recurso também. Por isso não da para afirmar [exatamente] qual o deficit que fecharemos esse ano", disse.

De acordo com Rufino, esse aumento adicional no preço da energia terá de ser analisado caso a caso. Ou seja, distribuidora por distribuidora. Portanto, não trata-se de uma decisão única com efeito para todos os consumidores.

O motivo do estudo individualizado por empresa, segundo ele, está diferente da capacidade de cada uma delas absorver esses custos. Em outras palavras, se a empresa tiver uma situação de caixa boa o suficiente para fazer frente ao pagamento para a CDE e recolher o valor correspondente de seus consumidores apenas mais adiante, no momento do reajuste tarifário, a situação estará resolvida sem reajuste extraordinário.

Entretanto, se a empresa não tiver condição de fazer esse adiantamento em nome de seus clientes, o reajuste extraordinário deve ser determinado pela agência no início do ano. Isso permitirá que o montante seja recolhido e depositado no fundo do setor elétrico. Além disso, a Aneel também levará em consideração a data prevista para o reajuste de cada empresa.

Como esses processos são feitos anualmente, segundo calendário pré definido, as distribuidoras que tiverem seus reajustes marcados para o início do ano podem ser poupadas do reajuste extraordinário. A despesa adicional, nesses casos, será considerada junto dos demais indicadores analisados pela agência.
Há ainda outros ingredientes importantes que serão levados em conta, como o impacto do recente reajuste de Itaipu para cada uma das distribuidoras. As empresas que contratam essa usina terão de pagar uma tarifa 46,14% mais alta a partir de janeiro, aumento autorizado também pela Aneel há uma semana.

O percentual, segundo cálculos do setor, podem representar um gasto adicional de quase R$ 4 bilhões com a compra dessa energia pelas empresas.
Distribuidoras

Romeu Rufino reafirmou que a solução para as distribuidoras está sendo desenhada levando em conta o novo sistema de Bandeiras Tarifárias, que aumenta mês a mês o preço da energia para o consumidor, conforme o custo real do mercado. A solução vinha sendo criticada entre as empresas, já que o recurso extra foi idealizado para pagar o uso maior de térmicas e não as contas do passado.
"A bem da verdade, a bandeira não foi idealizada para isso. Mas conceitualmente ela reflete o maior custo da geração e dinheiro não tem carimbo. Você tem um conjunto de entradas e de saídas. O importante é fazer uma gestão dos recursos financeiros da maneira mais adequada", explicou Romeu Rufino.
Para rebater a outra crítica das empresas, de que o valor recolhido pelas Bandeiras Tarifárias entrará para elas apenas após a data da liquidação financeira, primeira semana de janeiro, quando elas quitam seus compromissos com as geradoras, Rufino disse apenas que não irá administrar "também" o caixa dessas empresas.
 
"Tem um desafio para se administrar quando você olha a lógica do fluxo de caixa", completou.
Segundo ele, a Aneel se reunirá com empresas de distribuição amanhã para discutir o impasse financeiro. A reunião com o Tesouro Nacional, porém, ainda não foi agendada.
 
Novo aporte
No início deste mês, o Tesouro Nacional autorizou um novo repasse de R$ 1,5 bilhão para a CDE.
O valor, segundo Rufino, servirá para cobrir uma dívida do fundo também com as empresas de distribuição. A pendência está relacionada com o pagamento de subsídios que o governo deveria bancar e que estava sendo coberta por essas empresas desde o meio do ano sem o devido reembolso.
"Tem um conjunto de fontes que abastecem a CDE. Uma fonte importante é o Tesouro. A Eletrobras, que é a gestora, dá destinação a esse dinheiro cobrindo as inadimplências. Hoje elas são superiores a R$ 1,5 bilhão", completou o diretor da Aneel.

Fonte: www.aserc.org.br


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Bradesco, Itaú e BB são multados em R$ 1,7 milhão pelo Ministério da Justiça

Os bancos Bradesco, Itaucard e Banco do Brasil foram multados pelo ministério da Justiça por infringir o direito dos consumidores. Somadas, as multas chegam a R$ 1,7 milhão.

Notícias Gerais, por Redação

Mercado eleva projeções para inflação e reduz PIB

Os agentes de mercado elevaram as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, situando-as em 5,11%, face a 5,00% na semana passada.

Notícias Gerais, por Redação

Dia dos Namorados: veja quanto é tributo no valor dos presentes mais cotados

A lista dos presentes mais cotados para o Dia dos Namorados também faz a alegria do Leão. Isso porque, na hora de comprá-los, os apaixonados esquecem que em um simples buquê de flores ou mesmo nos tradicionais bombons há incidência de tributos.

Notícias Gerais, por Redação

Após polêmica, Congresso finaliza votação do Orçamento para 2012

Após polêmica que começou às 9h desta quinta-feira, o plenário do Congresso Nacional conseguiu finalizar a votação do relatório do Orçamento para 2012 às 23h50. O prazo final era até a 0h de sexta-feira.

Deixe seu Comentário:

=