Publicado por Redação em Notícias Gerais - 17/09/2015

CUT critica pacote fiscal, mas defende mandato de Dilma

SÃO PAULO  -  (Atualizada às 17h43m) Os dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticaram o novo pacote fiscal do governo durante manifestação realizada nesta terça-feira na Avenida Paulista, em São Paulo. Convocado para marcar o lançamento da campanha salarial unificada e fazer a defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff, o protesto se tornou num ato contra as medidas anunciadas na véspera pela equipe econômica. 

“É lamentável. É um pacote recessivo, que imputa a culpa da crise aos trabalhadores, que vai exatamente no sentido contrário das propostas que a CUT tem apresentado para geração de emprego e renda, para que o Brasil volte a crescer. Esse pacote dialoga com a política do (Joaquim) Levy, que é uma política de recessão, de corte e não de investimento”, disse o presidente da entidade, Vagner Freitas. 

O dirigente ainda questionou o fato de o governo ter anunciado o pacote de forma unilateral, sem consultar a população. “O que mais uma vez nos espanta é a falta de diálogo com a sociedade. Não tem um fórum que foi criado pelo governo para discutir as questões de salário, previdência, direitos? Antes de instalar o fórum, que seria o lugar de discussão democrática com a sociedade, o governo governa por pacote”.

O presidente da CUT estadual de São Paulo, Douglas Izzo, disse que o governo e a iniciativa privada aproveitam o momento de dificuldade para impor uma política de arrocho aos trabalhadores. “Não vamos aceitar que o trabalhador pague pela crise e pelo momento difícil por que passa a economia”, disse o sindicalista.

Entre as medidas anunciadas está a recriação provisória da CPMF e o adiamento do aumento do funcionalismo público. Apesar das críticas, Freitas rechaçou a hipótese de impeachment. “O mandato da presidente Dilma é legítimo, democrático e tem que acabar em 2018 para que o Brasil não tenha soluções ainda piores que esse pacote”, disse o dirigente, ressaltando que a CUT não vai tolerar “um golpe”.  

Protesto na sexta-feira 

O governo e o PT serão alvos de uma nova manifestação na sexta-feira, convocada pela Conlutas, ligada ao PSTU, e o Sindicato dos Metroviários-SP, entre outras entidades. O ato, contudo, também mira pemedebistas, como o vice-presidente Michel Temer e o presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), respectivamente, e o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). 

A marcha tem como bandeira derrotar o ajuste fiscal e a Agenda Brasil, apresentada por Renan, e defender que os “ricos paguem pela crise”. 

Fonte: Jornal Valor Econômico


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Tombini vê Brasil melhor preparado para enfrentar choques

O ciclo de cortes na taxa básica de juros brasileira, que já dura 11 meses, significa que a economia está melhor preparada para choques externos do que no ano passado e que deve alcançar um crescimento de 2,5% em 2012, afirmou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, nesta quarta-feira.

Notícias Gerais, por Redação

Desemprego em São Paulo é o menor em 20 anos, diz Dieese

A taxa média de desemprego ao longo do ano na região metropolitana de São Paulo passou de 11,9% em 2010 para 10,5% no ano passado, atingindo o menor valor desde 1991, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Dieese em parceria com a Fundação Seade.

Notícias Gerais, por Redação

Bovespa: saldo externo está positivo em cerca de R$ 6 bi até dia 26

O saldo de investimentos externos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ficou positivo em cerca de R$ 6 bilhões até o pregão do dia 26, registrando mais um dia de forte entrada de recursos de estrangeiros.

Notícias Gerais, por Redação

Redução da desigualdade requer reforma tributária,diz especialista

O avanço da redução da desigualdade social no Brasil depende agora mais de uma reforma tributária do que da expansão de programas como o Bolsa Família, afirma o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar fecha a R$ 1,84; Bovespa oscila sem tendência firme

Durou pouco a "comemoração" dos mercados pelo sinal verde do parlamento da Alemanha à ampliação do fundo de estabilidade financeira europeu, um dos prováveis caminhos para enfrentar a crise das dívidas soberanas no velho continente.

Deixe seu Comentário:

=