Publicado por Redação em Notícias Gerais - 11/06/2014

Bancos querem facilitar retomada de automóvel

Quando um comprador de carro financiado não paga as prestações, o banco pode tomar o veículo de volta. Mas essa recuperação pode levar mais de seis meses e custar, somando desde despesas jurídicas a eventuais multas, entre R$ 7 mil e R$ 9 mil para o banco. E a taxa de sucesso no processo de retomada não passa de 20% a 25% dos casos, em média.
 
Esses dados, relatados ao Valor por executivos de alguns dos principais bancos do segmento, ajudam a entender por que as instituições atribuem a queda no estoque de financiamento de carros, em boa parte, à dificuldade para retomar os bens em caso de calote - o total está em R$ 189 bilhões, com uma queda de 8,1% nos 12 meses encerrados em abril.

Para tentar resolver a situação, bancos e governo prepararam um projeto de lei para acelerar e baratear os procedimentos de retomada. A nova regra tiraria o processo das mãos do Judiciário. Mais importante, valeria de forma retroativa para todos os contratos. Bastaria, assim como no crédito imobiliário, uma notificação extrajudicial ao devedor. Com isso, os bancos não dependeriam de oficiais de Justiça, reduziriam o prazo da operação e cortariam cerca de R$ 5 mil da conta para reaver o veículo.

A dificuldade de retomada tem um efeito colateral perverso: fomenta um mercado ilegal de revenda de veículos de devedores inadimplentes, os chamados "carros NP" (não pagos). Um veículo NP - também conhecido como carros "bruxa" ou "pokemon" - custa uma pequena fração do preço de tabela porque o comprador fica sob o risco de o veículo ser apreendido a qualquer momento, embora os vendedores prometam até dois anos de livre circulação, desde que tomados alguns cuidados.

Os custos de recuperação de um veículo variam muito dependendo da região. Na Paraíba, a busca e apreensão custa cerca de R$ 7 mil. No Rio Grande do Norte, R$ 800. Esses valores foram levantados pela agência de cobrança Cercred, que tem 60% de suas operações em empréstimos de veículos.

Além dos custos jurídicos de se retomar um veículo, a conta inclui também o pagamento de multas e outros débitos, em especial o IPVA, que tenham sido deixados em aberto pelo "dono" do carro. Sem pagar essas dívidas, não é possível regularizar a documentação e revender o automóvel.
 
Fonte:Valor Online - São Paulo/SP - FINANÇAS


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Tesouro por pechincha, diz revista alemã sobre leilão do pré-sal

O leilão da concessão do campo de Libra recebeu ampla cobertura na imprensa internacional, com visões elogiosas e outras críticas ao resultado.

Notícias Gerais, por Redação

Saída de dólares do país em junho é a maior do ano, diz BC

No mês passado, US$ 2,6 bilhões deixaram a economia brasileira. No primeiro semestre, entrada de divisas caiu para menos da metade

Notícias Gerais, por Redação

Mudança do comportamento do consumidor depois da internet

Cerca de 72,3% das pessoas que possuem seguros de automóveis e 69,4% que possuem seguro de saúde, têm internet. Atualmente, 44% das pessoas fazem pesquisa online antes de contratar um seguro.

Notícias Gerais, por Redação

Bovespa: saldo externo é positivo em R$ 2,48 bi até dia 16

O saldo de investimentos externos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) estava positivo em R$ 2,48 bilhões em janeiro, até o dia 16, segundo dados da bolsa.

Deixe seu Comentário:

=