Publicado por Redação em Notícias Gerais - 07/04/2011

Coface quer EUR 13,8 bilhões de exposição ao Brasil

A francesa Coface, líder no seguro para o crédito entre empresas no país, está lançando novos produtos e serviços com o objetivo de ampliar sua exposição ao Brasil. "Não queremos tomar clientes de outras seguradoras, mas sim ajudar a crescer o mercado", disse ao Valor Jöel Paillot, presidente da Coface no Brasil, durante evento na semana passada no Jockey Club que reuniu corretores de todo o país. O próprio encontro foi uma tentativa da Coface de estimular os corretores a ajudá-la na tarefa. O mercado de seguro de crédito no Brasil está estagnado desde a crise de 2008.

Quando Paillot assumiu, no início do ano passado, a exposição total da Coface ao risco-Brasil era de € 8,5 bilhões. No fim de 2010 chegou a € 12,6 bilhões, um aumento de quase 50%. A meta para este ano é continuar o crescimento, porém de forma mais modesta - cerca de 10% - para níveis próximos de € 13,8 bilhões. Estão incluídos os riscos cobertos no mercado interno de crédito entre empresas e no mercado de crédito à exportação.

Segundo Paillot, 50% dos clientes da Coface no país são hoje empresas brasileiras e a outra metade é composta por clientes globais da seguradora, controlada pelo grupo francês Natixis. "Nossa meta é ter nossa carteira com 80% de clientes brasileiros e 20% de clientes globais."

Para continuar a crescer por meio da conquista de novos clientes no Brasil, a Coface acaba de lançar um serviço que funciona como uma primeira aproximação. Chamado de customized credit opinions (CCO), trata-se da opinião dos analistas da Coface sobre o risco de crédito de uma empresa em uma transação específica que um cliente pode obter em troca do pagamento de uma comissão. É um produto para uma empresa que ainda não se convenceu a fazer um seguro de risco de crédito, mas quer um primeiro contato com a Coface ou apenas uma opinião elaborada sob medida para seu caso.

"Somos tão duros na análise de risco para um cliente quanto na análise que envolve nosso próprio balanço", afirma Paillot. Durante evento com os corretores, o diretor comercial da Coface, Ricardo Anbar, explicou que os analistas de risco de crédito não sabem quando a análise será feita para o cliente ou para a própria Coface. Para atender a essa nova demanda, a Coface dobrou o número de analistas de crédito que possui no Brasil.

Outra novidade: a Coface acaba de criar unidades de atendimento ao cliente e contratou dez pessoas para a nova função. A iniciativa foi global, após o descontentamento dos clientes em meio à grave crise de crédito de 2008 e 2009, quando a Coface - como as demais seguradoras de risco de crédito- cortou limites justamente quando as empresas mais precisavam de seguro. Segundo Paillot, sem a área de atendimento aos clientes, às vezes ficava difícil para a companhia achar os interlocutores certos para pedir aumento de limites. "Agora os corretores e as empresas terão atenção especial", diz Paillot.

No evento no Jockey Club, a Coface anunciou ainda o lançamento do produto chamado de "Single Risk", que cobre os grandes riscos, como por exemplo de um financiamento na compra de uma máquina ou de uma turbina. "No Single Risk, cada apólice representa apenas um risco", disse Anbar.

No mercado interno, a Coface fechou 2010 com prêmios (faturamento) de R$ 55 milhões, um aumento de apenas 1% na comparação com 2009, o que garantiu participação de 51,1% no mercado total, que cresceu 5%, para R$ 112,7 milhões. No seguro de crédito à exportação, a Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE), controlada pela Coface, teve faturamento de R$ 19,4 bilhões, um aumento de 19%, ficando com participação de 66,63%. O mercado de seguro de crédito à exportação como um todo, no entanto, caiu 9%, de um total de R$ 31,9 milhões em 2009 para R$ 29,1 milhões no ano passado, enquanto as reservas de sinistro para esse produto caíram R$ 3,4 milhões em 2010, em relação ao aumento de R$ 49,5 milhões em 2009.

Fonte: www.skweb.com.br | 07.04.11 


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