Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 01/08/2012

Estimulação elétrica do cérebro é testada contra obesidade

Tratamento de choque

Um estimulador elétrico aplicado a uma região específica do cérebro ajuda o paciente a perder peso.

A conclusão é de uma pesquisa desenvolvida pelo Hospital do Coração de São Paulo (HCor), com apoio do Ministério da Saúde.

Os impulsos elétricos aplicados são muito fracos e totalmente indolores.

A estimulação elétrica do cérebro já é regulamentada para outros tratamentos, como para aliviar os sintomas do mal de Alzheimer e combater a enxaqueca.

Isso alimenta a esperança de que a técnica possa se transformar em uma nova opção de tratamento contra a obesidade mórbida.

Marca-passos cerebral

Os primeiros experimentos foram feitos em animais, e agora os especialistas recrutaram seis pacientes para verificar se os bons resultados obtidos nas cobaias se repetem nos humanos.

Alessandra Gorgulho, do HCor, destaca que, apesar do método já ser usado em outras terapias, "é a primeira vez que seres humanos serão implantados nessa região do cérebro [hipotálamo]".

Na estimulação elétrica, um marca-passo é conectado ao hipotálamo por uma incisão na parte frontal do crânio. Os eletrodos são ligados por fios que passam por baixo da pele ao gerador de estímulos, que funciona com bateria, na região da clavícula.

O objetivo é que a técnica seja uma alternativa menos invasiva às cirurgias de redução de estômago.

"A ideia não é conseguir um efeito tão dramático como o que se consegue com a cirurgia bariátrica", explicou Alessandra. "Se a gente conseguir uma terapia que seja mais discreta, que não cause tantas alterações no organismo, me parece muito atraente", completou.

Estimulação elétrica

Os cientistas ainda não conhecem exatamente o princípio de funcionamento do mecanismo de estimulação elétrica.

No caso da obesidade, os efeitos observados nos animais são compatíveis com uma redução no metabolismo.

Os testes deverão começar em 2013 e, nessa primeira fase, terminarão no final de 2014.

A pesquisadora estima que serão necessários pelo menos dez anos de trabalho até que a técnica de estimulação elétrica possa ser aprovada para uso terapêutico contra obesidade mórbida.

Fonte: diariodasaude


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