Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 07/08/2013

Mercado de saúde móvel deve alcançar US$ 26 bi até 2017

O mercado para aplicativos móveis de saúde e dispositivos associados crescerá anualmente de forma composta a uma taxa de 61%, até atingir 26 bilhões de dólares de receita em 2017, segundo um novo relatório, da Research e Markets. Grande parte dessa receita não virá do download de softwares, mas das vendas de dispositivos e serviços de saúde móvel, declara o relatório.

Com base em parte em uma pesquisa com 324 “líderes de opinião”, o relatório também estimou que cerca de 50% de usuários de tablets e smartphones, irão baixar aplicativos de saúde móvel – mHealth – nos próximos cinco anos. Em comparação, 11% dos usuários de celular e 19% dos usuários de smartphones, tinham apps mHealth em seus dispositivos em 2012, segundo uma pesquisa da Pew Internet .

O estudo da Research and Markets prevê que a inserção dos usuários de smartphone será o que levará o crescimento dos aplicativos mHealth e que “os compradores continuarão a impulsionar o mercado”. Os aplicativos primeiro entrarão nos canais de distribuição tradicionais de saúde; a segundo geração terá seu foco em doenças crônicas; e então o modelo de mHealth se ampliará.

O relatório divide o desenvolvimento do mercado mHealth em três fases. Passada a fase inicial de triagem, o mercado agora entrou no estágio de comercialização. Isso é caracterizado por “um grande aumento de ofertas de soluções, a criação de novos modelos de negócios e a concentração nos interesses particulares das pessoas em sua saúde, pacientes e empresas como os principais grupos-alvo”, afirma o relatório.

A terceira fase, na qual os aplicativos mHealth se tornarão parte dos planos de tratamento dos médicos, está sendo principalmente adiada pelas “regras inexistentes”, explica ainda o relatório. Essa parte faz referência para a regra muito adiada da Food and Drug Administration (FDA), acerca do uso dos aplicativos mHealth como dispositivos médicos. Alguns especialistas veem a ausência das regras da FDA, esperada para chegar até o final do ano, como um impedimento para investimento em projetos de aplicativos para pessoas com doenças crônicas.

Há outros grandes obstáculos para a integração dos aplicativos de saúde com a saúde em geral. Uma das dificuldades da integração dos dados de monitoramento com o workflow clínico e os registros eletrônicos de saúde. Outro impedimento é a atual falta de pagamento para os médicos que visualizam esses dados.

A hipótese do relatório é que na próxima fase do mercado, “as seguradoras de saúde irão se tornar as principais pagadoras, especialmente para as soluções mais avançadas de mHealth (segunda geração de aplicativos de saúde)”. Hoje, no entanto, a maioria dos planos de saúde não paga nem para monitoramento em casa, imagine o uso de aplicativos móveis para tratamento. Três grandes seguradoras concordaram em cobrir o aplicativo de gerenciamento de diabetes WellDoc como um benefício, mas isso por enquanto é uma exceção.

John Moore, fundador e CEO da Chilmark Research, que também estuda o mercado móvel de saúde, disse à Information Week Healthcare, que a transição para os novos métodos de reembolso pode remodelar a atitude dos médicos acerca da saúde móvel. “Estamos indo ao encontro de um modelo de cuidado, onde os provedores estão tomando os riscos financeiros e com isso vemos inúmeras organizações monitorando pacientes que estão fora de seus centros de cuidados. Mas tudo é muito preliminar – são programas pilotos. Ainda não houve grandes resultados de nada disso”, ele afirmou.

Mesmo que a previsão da Research and Markets sobre os downloads de aplicativos mHealht se provar verdadeira, Moore continuou, a maioria desses aplicativos continuará a ser apenas de referência médica e programas de exercício/ bem-estar. “A grande maioria não será integrada (com planos de tratamentos médicos)”, ele afirmou.

Entretanto, ele admitiu, as previsões são turvas no momento. Um fator que pode mudar a equação é a proposta do critério 3 do Uso Significativo (Meaningful Use). Entre muitas coisas, ela exige que os EHRs (registros eletrônicos de saúde), aceitem dados gerados pelos pacientes, incluindo dados biométricos de peso, pressão sanguínea e glicemia.

E o problema com o workflow? “Talvez os dados entrem nos sistemas com base na nuvem que os converterão para o EHRs”, ele sugeriu. Mas os médicos ainda podem ficar relutantes com a visualização dos dados, a não ser que sejam convencidos que isso os ajudará a prover um melhor cuidado sem aumentar a sua responsabilidade.

Enquanto isso, ele observou, muitas empresas estão criando novos aplicativos relacionados a dispositivos de monitoramento, para “pegar a onda” criada pela Nike e outras empresas de fitness. No momento, ele disse, algumas empresas vendem seus dispositivos com aplicativos gratuitos e juntam a eles outros apps que têm taxa. Por exemplo, um app de fitness pode ser combinado com um programa de perda de peso usando os mesmo dados.

“O que não encontramos ainda é se há uma convergência entre as necessidades de consumo para atividades de saúde e bem-estar e quando os provedores vão usá-la no contexto de prestação de cuidados e monitoramento de um paciente a longo termo”, finalizou Moore.

* Por Ken Terry, da InformationWeek Healthcare EUA
** Tradução: Alba Milena, especial para a InformationWeek Brasil

Fonte: saudeweb.com.br

 


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