Publicado por Redação em Notícias Gerais - 22/05/2013

Por crise, governo deve economizar menos que o previsto em 2013

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta quarta-feira que o governo pode fazer um esforço fiscal menor que a meta estabelecida pelo governo. Todo ano, o governo economiza parte da arrecadação para fazer o chamado superávit primário, que é uma economia feita para pagar juros da dívida pública. Esse percentual é de 3,2% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas no País.

Para este ano, a meta é economizar um total de R$ 155,9 bilhões (no esforço fiscal, estão incluídos o governo federal, Estados e municípios, além das empresas estatais). Mas Mantega admitiu que as dificuldades na arrecadação causadas pela queda no desempenho da economia em função da crise podem reduzir esse valor para 2,3% do PIB, ou R$ 112 bilhões.
 
Para cumprir o restante do esforço fiscal, o governo usa uma manobra fiscal ao considerar investimentos feitos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como parte da economia. Em 2013, o governo pode usar até R$ 65 bilhões em abate - sendo R$ 45 bilhões em obras do PAC e R$ 20 bilhões em desonerações anunciadas para 2013.
 
"Podemos ter uma surpresa positiva de ter que abater menos que o necessário. Esse abatimento não é obrigatório, na maior parte do tempo não usamos, mas se for necessário, usaremos. Vai depender do desempenho da arrecadação e fomos realistas na programação para 2013, não previmos receitas extraordinárias", disse Mantega.
 
Fonte: Terra

Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Taxa de inadimplência no Brasil foi de 5,5% no ano, diz BC

A taxa de inadimplência geral (para pessoa física e pessoa jurídica) ficou em 5,5% no mês passado, ante a 5,6% em novembro, segundo divulgação do Banco Central nesta sexta-feira (27). No ano, a taxa registrada foi de 5,5%, ante 4,5% em 2010.

Notícias Gerais, por Redação

Bovespa cede 2,2% com nervosismo por Grécia; dólar vale R$ 1,73

A decisão surpreendente da Grécia abala os mercados mundiais na manhã desta terça-feira, com ênfase nas Bolsas europeias, mas também com fortes repercussões em Nova York e São Paulo. No epicentro da crise, a Bolsa de Atenas desaba 7%.

Deixe seu Comentário:

=