Publicado por Redação em Vida em Grupo - 15/03/2013

Tendências em produtos de Vida

Cada país tem as suas características populacionais que vão influenciar diretamente no desenvolvimento de produtos de vidas, nas coberturas e nos modelos de vendas. "Não existe uma fórmula única para todos, mas é importante conhecer os diferentes modelos adotados para avaliar o que é melhor; o que vai funcionar para a realidade de cada um", afirmou Ronald Poon-Affat, vice-presidente e diretor da Reinsurance Group of America (RGA) para a América do Sul.

Para exemplificar, ele citou que no Japão o mais importante são produtos com foco na longevidade, enquanto que na África do Sul, auxílio funeral e produtos atrelados a crédito são os mais funcionais e, na França e Alemanha, o grande apelo são seguros voltados a procedimentos.

Sobre canais de distribuição, ele destaca as alianças entre bancos e seguradoras. "No Brasil, os bancos vendem produtos das companhias, o que é uma estratégia de aliança, como é o caso da joint-venture entre o banco Itaú e a Porto Seguro. E há regiões em que há a formação de grupos financeiros, na oferta de ambos os produtos, financeiros e seguros, como na Espanha e no Canadá", comentou.

E para que a operação seja bem sucedida, ele ressaltou que é fundamental conhecer o perfil e hábitos dos clientes, bem como ter uma análise preditiva que ajuda não apenas para uma seleção melhor, como também para evitar fraudes. "Além do que, a análise preditiva ajuda na precificação e na composição de preços otimizados por modelos de produtos."

Modelos que ele defendeu que devem ser desenvolvidos a partir do perfil do cliente. "Muitos bancos já estão segmentando os correntistas, em clientes qualificados para compras de produtos mais sofisticados e no público que busca seguros mais básicos. E, o que é um grande negócio em vários países, seguros vinculados a produtos financeiros, como empréstimos, por exemplo."

E diante de todo esse cenário, para o executivo o foco não deve ser apenas nas vendas, mas, principalmente, em olhar para a carteira. "Avaliar tanto a retenção, como a saída de pessoas. E isso vale para qualquer mercado, pois todos em comum, independentemente do modelo adotado, precisam entender as necessidades de seus clientes", concluiu o executivo, durante a sua apresentação no Seminário Bancassurance da América Latina, realizado pela Limra e Loma, nos dias 7 e 8 de março, em São Paulo.

Fonte: cqcs


Posts relacionados

Vida em Grupo, por Redação

Susep anuncia atualização de norma contábil para mercado .

Medida dá continuidade ao processo de convergência do mercado brasileiro aos padrões internacionais

Vida em Grupo, por Redação

Debatedores destacam vantagens de seguro obrigatório para corretores

Os participantes da audiência pública sobre o Projeto de Lei 6332/05, do Executivo, que institui o seguro obrigatório de responsabilidade civil para corretores deseguro e de resseguro,

Vida em Grupo, por Redação

MetLife aprimora programa de incentivo aos corretores

A MetLife renova seu programa de relacionamento e incentivo para corretores, o IntegrAção.

Vida em Grupo, por Redação

Segurador comenta mudanças no seguro garantia

O Seguro Garantia, produto que garante o fiel cumprimento de condições contratuais está sendo reformulado. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) encerrou, no dia 26 de outubro, o processo de audiência pública da Circular 232, que regulamenta a operação com o seguro no país.

Deixe seu Comentário:

=