Publicado por Redação em Notícias Gerais - 05/09/2012

Acabou a festa de retornos fáceis com renda fixa; É preciso arriscar mais

O Brasil sempre foi conhecido como um país de juros altíssimos. Ao longo dos últimos 13 anos, a taxa básica oscilou bastante, mas sempre se manteve em patamares muito elevados se considerados os padrões de países desenvolvidos. Com isso, muita gente fez fortuna investindo em renda fixa e durante muitos anos conseguiu viver apenas dos rendimentos das suas aplicações financeiras; o que, segundo especialistas, já começou a mudar.

Depois de nove cortes consecutivos na taxa básica de juros (que na última reunião do Copom foi reduzida para 7,5% ao ano), acabou a festa para quem conseguia retornos altos com o risco baixo da renda fixa. Economistas ressaltam que os investidores que quiserem uma rentabilidade acima da média, deverão começar a procurar outras aplicações, mais arriscadas. “Aqueles que puderem arriscar um pouco mais, deverão alocar parte do recurso em ações, sem, contanto, esperar grandes milagres em termo de rendimentos”, afirma o economista e autor no livro Fundos de Investimentos: Conheça Antes de Investir, Luiz Calado.

O professor de economia da ESPM, José Eduardo Amato Balian, concorda. Para ele, o mercado acionário pode se tornar uma alternativa para aqueles que possuem investimentos e utilizam o rendimento como principal fonte de renda. “Mas é importante saber que este mercado não é brincadeira. A pessoa precisa saber o que está fazendo e, principalmente, ter consciência de que esta é uma aplicação de longo prazo”, ressalta.

 Na opinião de Balian, investir em um próprio negócio é outra opção que deverá começar a ser analisada por aqueles que sempre viveram de renda. “Vai ser cada vez mais difícil conseguir uma rentabilidade elevada com investimentos de renda fixa. Então, montar um negócio próprio pode ser uma boa alternativa”, aponta.

Neste caso, porém, será preciso trabalhar mais. Afinal, para ser um bom empreendedor é preciso estudar o mercado, analisar as opções e fazer contas para que o negócio prospere. Para o País, o resultado pode ser positivo. “Isso vai favorecer o desenvolvimento da economia, vai gerar mais empregos, será muito bom para o Brasil”, afirma o professor de economia.

Fundos DI
A redução dos juros afeta diretamente o rendimento dos fundos DI, já que os papéis que compõe a carteira desses fundos são remunerados com base na Selic. Com isso, quem investe neste tipo de aplicação – de acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), o patrimônio líquido destes fundos equivale a 12,3% de toda a indústria – precisará se atentar principalmente para a taxa de administração para que o investimento valha a pena.

Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), em muitos casos, a rentabilidade dos fundos já está menor do que a caderneta de poupança. A entidade efetuou cálculos do rendimento de fundos no cenário atual (com a Selic em 7,5% ao ano), levando em consideração diferentes prazos para resgate e taxas de administração. Para comparação, a Anefac elaborou duas tabelas: uma considerando a rentabilidade dos depósitos antigos na caderneta de poupança (feitos até 3 de maio), de 6,17% ao ano mais TR, e outra considerando novos depósitos, com a regra nova: 70% da Selic mais TR.

Nos casos em que a rentabilidade do fundo está na cor verde, a remuneração é maior do que a poupança. Quando a rentabilidade estiver em vermelho, a poupança é mais vantajosa e em preto, os dois têm o mesmo rendimento.

Fonte: Infomoney


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