Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 31/08/2016

Desempregados rejeitam plano de saúde com atendimento limitado, diz Proteste

Segundo pesquisa da Associação de Consumidores excluídos dos convênios preferem cobertura ampla e muitos não entendem bem a diferença entre plano individual e coletivo

Desempregados e aposentados que perderam o plano de saúde antes custeado pela empresa, só pretendem voltar a contratar um convênio médico se a operadora tiver uma boa rede de médicos e hospitais, bom atendimento, agilidade para autorização de procedimentos e ampla cobertura. O levantamento divulgado nessa terça-feira foi feito pela Proteste Associação de Consumidores com excluídos do planos da saúde privada. Segundo a entidade, o resultado da pesquisa demonstra que os planos “populares” com atendimento restrito, em estudo pelo Ministério da Saúde, não interessa aos usuários.

Quando questionados sobre o modelo de atendimento mais barato, porém restrito, os demitidos e aposentados ressaltaram que têm receio de ficarem sem a cobertura e serem forçados a recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS). Aqueles demitidos em faixas etárias mais jovens têm expectativa de ter um novo plano ao conseguir recolocação no mercado de trabalho e obter o benefício por meio da empresa onde vierem a trabalhar. Já os aposentados relatam que os preços elevados para sua faixa etária tornam mais difícil voltar a ter um plano.

Na pesquisa, 86% dos entrevistados sem planos de saúde, disseram ter recorrido ao SUS quando necessitam de atendimento médico apesar de considerar o sistema deficitário e mostrar insatisfação com a demora e a superlotação.

DESINFORMAÇÃO

A Proteste também realizou uma pesquisa quantitativa com usuários de planos de saúde. A pesquisa mostrou que 70% dos usuários não sabem as diferenças entre plano coletivo e individual, o que acaba distorcendo a visão do momento atual de redução na oferta de planos individuais. Eles confundem o plano coletivo com o familiar.

A pesquisa revelou que há uma tendência dos consumidores em contratar planos coletivos sem conhecimento prévio dessa modalidade. Apesar de os testes comparativos da Proteste demonstrarem que reduziu em mais de 40% a oferta de planos individuais impulsionada pela saída de grandes operadoras do ramo, essa realidade não é percebida pelo consumidor.

Os resultados da pesquisa apontam que 64% dos corretores não explicaram as diferenças entre os contratos, e o consumidor pode acabar contratando o plano coletivo sem saber do risco de ter um reajuste elevado. Os planos coletivos não têm o reajuste regulado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e podem ser rescindido pela empresa de forma unilateral.

O plano individual e familiar, tem o reajuste regulado pela agência reguladora e os contratos não podem ser rompidos unilateralmente. Esses planos familiares podem ter um valor mais caro para o usuário no início do contrato em comparação com um coletivo, mas com o passar do tempo, o modelo pode ser mais vantajoso para o consumidor, já que os reajustes são regulados.

Fonte: Jornal Estado de Minas


Posts relacionados

Saúde Empresarial, por Redação

Brasil dobra número de transplantes na última década

O número de transplantes de órgãos e tecidos mais que dobrou na última década no país, alcançando 23.397 cirurgias no ano passado. O número equivale a quase 8% dos transplantes feitos em todo o mundo no mesmo período, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (08)

Saúde Empresarial, por Redação

Brasil: Médicos do SUS vão protestar no próximo dia 25

Em alguns estados, existe indicativo de suspensão de atendimentos eletivos durante 24 horas; os profissionais lutam contra as más condições de assistência e a baixa remuneração

Saúde Empresarial, por Redação

Hospitais: conheça os prós e contras de verticalizar a operação

Criar um plano de saúde pode parecer uma alterrnativa para lidar com problemas finanaceiros. No entanto, sem gestão profissionalizada e foco nos negócios, o que devia ser uma solução pode virar um grande problema

Saúde Empresarial, por Redação

SUS: terceirização é antônimo de direito à Saúde

Carvalhaes critica o direcionamento de até 25% dos leitos de hospitais e unidades de saúde pública para pacientes conveniados

Deixe seu Comentário:

=