Publicado por Redação em Notícias Gerais - 18/03/2020

Empresa pode medir temperatura de funcionário com suspeita de coronavírus?

Se um funcionário aparece na empresa com tosse seca, febre ou outro sintoma associado ao coronavírus, o departamento pessoal ou os gestores podem medir sua temperatura? E pedir para ele ir ao médico verificar a saúde?

O UOL conversou com o advogado Mauricio Nahas Borges, do escritório Advocacia Borges, em São Paulo, e com Silvana Fernandes, coordenadora de Recursos Humanos da Pontomais, em Curitiba (PR), para entender até onde as empresas podem ir sem ferir a lei.

"Por isso, na situação que estamos vivendo hoje, medir a temperatura de um funcionário ou pedir para ir ao médico é uma questão de segurança não só para ele, mas também para as outras pessoas que trabalham naquele ambiente", afirmou.

 

O único cuidado que a empresa deve tomar, disse Borges, é o de não ferir a intimidade e a privacidade do colaborador. "Se houver alguma discriminação do funcionário que foi infectado e a empresa não evitar esse tipo de atitude, aí sim ela pode responder por danos morais", disse.

Temperatura deve ser medida por equipe especializada

Silvana Fernandes, do Pontomais, que atua com controle de ponto e gestão de jornada, disse que, caso o colaborador apresente algum sintoma, o RH pode, sim, sugerir uma consulta.

No caso da medição de temperatura, no entanto, ela disse que o ideal é que isso seja feito por uma equipe de medicina ou segurança do trabalho. "Se a empresa não tiver ninguém dessa área, a recomendação é que o colaborador vá até alguma unidade de saúde, porque o RH não tem capacidade técnica para isso."

E se der positivo?

Se o funcionário for diagnosticado com o vírus, segundo Silvana, a empresa precisa encaminhá-lo para assistência médica e enviar todos os outros funcionários para exames preventivos.

"Outro ponto fundamental que deve ser levado em consideração é a higienização do local de trabalho. O ideal é que a limpeza seja realizada pelo menos 24 horas antes da volta dos funcionários para o local".

Já no caso de faltas por causa da doença, tanto Silvana como o advogado Borges disseram que as empresas devem contabilizá-las como justificadas.

 

 


Posts relacionados

Notícias Gerais, por Redação

Pagar tributos custou à indústria R$ 24,6 bilhões em 2012

A indústria de transformação gastou R$ 24,6 bilhões somente para pagar tributos no ano passado, valor que representa 10% da folha de pagamento do setor e o dobro do que investiram em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Notícias Gerais, por Redação

Dólar cai 0,96% após governo zerar IOF sobre operações

O dólar fechou em queda ante o real nesta quinta-feira, com o movimento acelerado na reta final do pregão, após o governo adotar mais uma medida para conter o avanço da divisa americana no mercado local.

Notícias Gerais, por Redação

Mercado de seguros tem atraído executivos de outros setores, indica pesquisa

Desde 2010, 13% dos candidatos entrevistados para atuarem no mercado são do setor de Bens de Consumo, seguidos de Indústria (10%) e Mercado Financeiro (10%)

Notícias Gerais, por Redação

IR 2013: contribuinte poderá deduzir doações para tratamento do câncer

No próximo ano, empresas e pessoas físicas poderão deduzir do Imposto de Renda as doações ou patrocínios feitos a instituições filantrópicas dedicadas ao tratamento do câncer ou para reabilitação de pessoas com deficiência.

Notícias Gerais, por Redação

Ministro diz que meta de criação de emprego em 2011 não será cumprida

A meta de geração de 3 milhões de novos empregos em 2011 não será cumprida, segundo informou nesta sexta-feira o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ele afirmou que já está revisando para baixo a estimativa feita no começo do ano.

Deixe seu Comentário:

=