Publicado por Redação em Notícias Gerais - 15/08/2011

Leilão exclusivo para energia eólica é importante para queda dos preços

SÃO PAULO – O presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) não concorda com o modelo adotado pelo governo no que diz respeito aos leilões de fontes de energia.
 
De acordo com Ricardo de Maya Simões, que preside a associação, deveria haver um leilão exclusivo para a energia eólica e não um leilão com todas as fontes competindo.
 
Baixos preços
Nesse contexto, Simões vê com muita apreensão os próximos leilões de energia A-3 (com início de suprimento três anos após a contratação) e de reserva, programados para os dias 17 e 18 deste mês.
 
Foram colocados 240 projetos de parques geradores eólicos para leilão, o que corresponde a uma oferta de 6.052 MW (megawatts) de energia. Simões explica, em entrevista à Agência Brasil, que 6 mil MW de potência instalada geram competição suficiente para não comprometer os baixos preços.
 
Segundo o presidente da Abeeólica, as indústrias que estão se instalando no Brasil com o objetivo de participar do fornecimento da energia eólica veem o País como uma janela de oportunidades, já que nos mercados tradicionais como a Europa e os Estados Unidos, há retração da demanda.
 
Consolidação do setor
Entre dezembro de 2009 e agosto de 2010 o Brasil contratou 4 mil MW. Existe, na visão de Simões, uma clara necessidade do País se consolidar no setor eólico, com suas indústrias e os empregos. Justamente por isso que emerge a apreensão quanto a concorrência nos leilões, principalmente com o gás natural.
 
Um leilão específico para energia eólica, segundo Simões, seria importante para reduzir o preço para o consumidor final. Realizado em dezembro de 2009, o primeiro leilão de energia eólica no Brasil obteve preço médio do megawatt de R$ 148,39. O valor foi 21,5% inferior ao teto fixado pelo Ministério de Minas e Energia.
 
A potência eólica instalada no Brasil é de 1 GW (gigawatt) atualmente ou o equivalente a mil MW. Até 2013, esse número deverá evoluir para 5 mil MW, em função dos leilões, observa Simões. Ele avaliou que o resultado dos leilões da próxima semana poderá levar a um crescimento ainda maior da capacidade instalada projetada. Os investimentos previstos pelo setor eólico alcançam R$ 25 bilhões até 2013.
 
Fonte: web.infomoney.com.br | 15.08.11

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