Publicado por Redação em Saúde Empresarial - 16/06/2015

Plano de saúde sofre reajuste de 63% e revolta 380 funcionários da UFSCar

Em um dos caso, valor passou de R$ 770 para R$ 1,2 mil, em São Carlos. Unimed diz que acordo judicial previa o reajuste; sindicato entrou com ação.

O reajuste de 63,31% na mensalidade do plano de saúde da Unimed deixou funcionários da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revoltados. Eles alegam que foram surpreendidos porque o aumento é abusivo e que não foram avisados. O sindicato da categoria entrou com uma ação na Justiça questionando e pedindo ‘reequilíbrio contratual’. O plano informou que um acordo judicial previa o reajuste.

Fátima Amaral, chefe do departamento de transportes UFSCar, paga o plano de saúde da família e nesta semana levou um susto ao ver que valor das mensalidades passou de R$ 770 pra mais de R$ 1,2 mil. “Eu fiquei sabendo através de colegas de que havia tido esse aumento absurdo, o qual eu não acreditei. Quando eu vi eu fiquei realmente parada. Não tive ação e não sabia o que fazer”, disse.

Com o aumento, metade do salário dela vai ser usado só pra pagar o plano. “Eu não tenho de onde tirar esse dinheiro no mês que vem. De onde eu vou tirar? Eu só trabalho na universidade, tenho seguro de vida, plano odontológico, seguro do carro, despesas de supermercado, enfim, como todos têm”, afirmou.

A secretária Maria Rosa Dias também vai ter que desembolsar mais pelo plano, que subiu de R$ 194 para R$ 315. Ela reclama que sequer foi avisada do reajuste. “Todos os reajustes vinha um médico, que é responsável pela Unimed, avisar a gente. Agora não acontece mais isso”, disse.

Ação na Justiça

O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFSCar (SINTUFSCar) mantém três planos de saúde e um deles, que atende 380 servidores, é que teve esse reajuste. Segundo o coordenador do sindicato, Sérgio Pinheiro Nunes, a empresa justificou o aumento dizendo que o número de atendimentos cresceu. “Nós não sabemos, por exemplo, se esses números são em consequência de cirurgia cardíaca, quimioterapia. Não tem nem condições de questionar os números que são colocados, porque não tenho acesso ao detalhamento desse relatório”, afirmou.

Por lei, em planos de saúde coletivos, como o do sindicato, não há um limite pra aumentar os valores das mensalidades, mas o advogado Renato Manieri questiona o tamanho do reajuste. “O plano de saúde hoje taxou um aumento de 63,31%, que inviabilizou esse plano. Um plano semelhante, uma pessoa vai pagar R$ 109 diretamente na operadora. Já nesse plano de saúde estará pagando R$ 240. Por isso entramos com uma ação na Justiça para que se restabeleça o equilíbrio contratual”, disse.

Plano de saúde

A Unimed informou que foi feito em fevereiro um acordo judicial que previa o reajuste com a diretoria do sindicato. Na época foram enviados documentos com todas as informações dos atendimentos feitos e que não houve questionamento. Disse ainda que o sindicato, depois que foi determinado o reajuste, pediu na justiça uma liminar para que os valores das mensalidades não subissem, o que foi negado.

Fonte: Portal G1


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