Publicado por Redação em Previdência Corporate - 19/03/2013

Previdência acumula déficit de R$ 17,4 milhões em Marília

Entre janeiro e fevereiro foram pagos R$ 67,7 milhões em 71.781 benefícios e depositados R$ 50,3 milhões nos cofres do INSS

A agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de Marília registrou déficit - diferença entre receitas e despesas com os pagamentos dos beneficiários- de R$ 17,4 milhões no bimestre. De janeiro a fevereiro foram pagos R$ 67,7 milhões em 71.781 benefícios e depositados R$ 50,3 milhões nos cofres da previdência.

Apenas em fevereiro o déficit registrado foi de R$ 10,9 milhões, sendo R$ 33,9 de despesas e R$ 23 milhões de receita. O valor médio dos 35.909 benefícios, no último mês, foi de R$ 944,79.

Na gerência regional composta pelas cidades de Echaporã, Lupércio, Ocauçu, Oriente, Oscar Bressane, Pompeia, Marília e Vera Cruz, o balanço do bimestre também foi negativo. O déficit atingiu a R$ 24,9 milhões. Os beneficiários receberam R$ 85,5 milhões, enquanto a receita do Instituto foi de R$ 60,6 milhões. O valor médio do benefício pago na região é de R$ 921,83.

Em relação as gerências regionais compreendidas pelas agências de Marília, Osvaldo Cruz, Ourinhos, Palmital, Paraguaçu Paulista, Tupã, Santa Cruz do Rio Pardo e Piraju, o déficit nos dois primeiros meses do ano foi de R$ 116 milhões. O INSS recebeu R$ 212,7milhões e pagou R$ 328,7 milhões.

Das oito gerências da região, nenhuma apresentou saldo positivo. O quadro mais crítico, em fevereiro, pode ser observado em Palmital. Foram pagos R$ 5,4 milhões e recebidos R$ 835,5 mil.

Segundo o gerente executivo do INSS de Marília, Jurandir Lemos, o déficit da Previdência tem sido mensal. Lemos afirma que o número de pessoas que necessitam de benefícios aumenta a cada mês, enquanto a arrecadação não acompanha o mesmo ritmo. “Na nossa região tem muita área rural, ou seja, a contribuição é muito pequena, enquanto o pagamento não. Um exemplo é a cidade de Palmital em que o déficit é o maior”.

Aposentado há dez anos, Álvaro Bianchi, 68, acredita que o valor pago nos benefícios deveria ser mais valorizado. “É difícil sobreviver com um salário mínimo, o governo poderia rever estes valores, pois apenas com alimentação e medicamentos grande parte do orçamento já é consumido. Penso que este déficit não pode ser utilizado como desculpa para que não haja reajustes”, comenta.

Fonte: www.diariodemarilia.com.br


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